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  • Dra. Rocío Liliana Arighi

Aleitamento materno. Conheça alguns mitos e verdades.



Amamentar é um dos momentos mais gratificantes para a mãe e é de extrema importância para a saúde do bebê. A amamentação é uma prática natural que traz inúmeros benefícios para o bebê, assim como também para a mãe e toda a família.


É um período mágico, mas realmente exige preparação, segurança e persistência porque pode tornar-se num processo doloroso e requer muita disponibilidade da mãe.


Para fazer uma boa pega, a boca do bebê tem que abocanhar quase toda a aréola da mama. O modo como o bebê pega na mama pode influenciar toda a experiência da amamentação, o bebê consegue alimentar-se melhor e a mãe fica mais tranquila porque vê o seu bebê satisfeito. Por isto, o acompanhamento das mães logo após o parto é essencial para capacitá-las e apoiá-las nos primeiros dias.


A nossa recomendação é que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida. Isso significa que, até completar essa idade, o bebê deve receber somente o leite materno. Não deve ser oferecido qualquer outro tipo de alimentação ou bebida, nem mesmo água ou chá. Após esse período o ideal é continuar, pelo menos até os dois anos de idade, em associação com a alimentação complementar.


O leite materno é um alimento completo e ideal para o bebê, pois ele contém todos os nutrientes em quantidades adequadas, proporciona ótimo crescimento, é de fácil digestão, fornece água para hidratação e protege contra infecções e alergias.


Mesmo nos dias atuais podemos ver que muitos mitos ainda cercam o aleitamento materno e eles podem atrapalhar esse momento tão importante. Veja alguns mitos e verdades:


Existem alguns casos que o leite é mais fraco.

Mito. Nenhum leite materno é fraco, nem de uma mulher desnutrida. A qualidade do leite da mulher desnutrida é tão boa quanto à de uma mulher nutrida. Há também a concepção de que o leite industrializado é mais forte porque o bebê dorme e engorda mais. O bebê acorda mais rápido quando toma o leite materno porque a sua digestão é mais rápida, mas isso não quer dizer que o leite materno é mais fraco.


A compressa de água quente ajuda no leite empedrado.

Mito. A indicação nesses casos é massagem e ordenha do leite. A compressa de água quente pode piorar a situação, pois aumenta a quantidade de leite retido na mama.


As fórmulas atuais equivalem ao leite materno.

Mito. O leite materno é único. O colostro que sai na primeira mamada pode ser considerado a primeira vacina do bebê, devido a sua função na imunidade do bebê. As fórmulas atuais têm suas qualidades, que também são ótimas, mas são feitas com leite de vaca, que não traz todos os benefícios do leite materno, como o aumento da imunidade.

Estresse e nervosismo atrapalham a produção do leite.

Verdade. O estresse e o nervosismo podem diminuir a produção de leite. Em momentos como este, a mãe modifica o seu sistema endócrino-imunológico e, com isso, a quantidade de leite pode diminuir.


A alimentação da mãe reflete no leite

Verdade. O recomendado é que a mãe tenha uma alimentação saudável e equilibrada. Ela não deve ingerir bebida alcoólica, café em excesso e alimentos muito gordurosos, como o chocolate. No caso do café e do chocolate, a questão não é comer, mas a quantidade que se consome.


Preciso dar os dois peitos em cada mamada. Mito. O tempo de cada mamada não deve ser fixado, pois o esvaziamento da mama pode variar conforme a fome do bebê, do intervalo entre uma mamada e outra, do volume de leite armazenado na mama, entre outros. O importante é que a mãe dê tempo suficiente para o bebê esvaziar adequadamente seu seio, caso esvazie uma mama por completo e a criança ainda deseje mamar, a mãe pode oferecer a outra mama, mas isto não é obrigatório.


Não é possível engravidar durante a amamentação.

Mito. Algumas mães ouvem que a amamentação impede uma nova gravidez. Em algumas situações, pode ser verdade, caso a mulher esteja em amenorréia (ausência de menstruação), amamente em exclusivo o seu bebê e o bebê tenha menos de seis meses de vida. Se estas três condições forem respeitadas, estima-se que a taxa de gestação será de 2%. Contudo, se qualquer uma destas condições não for observada, deve ser considerado outro método contraceptivo. Além disso, é possível uma ovulação sem menstruação o que pode levar a mulher a engravidar novamente, mesmo amamentando.


Posso amamentar durante a gravidez.

Verdade. Se engravidar enquanto ainda amamenta o seu filho, deve passar por avaliação médica adequada e se for uma gravidez saudável, sem riscos de abortamento, por exemplo, pode continuar amamentando durante e depois da gravidez sem que isso prejudique o desenvolvimento fetal ou a alimentação do novo bebê.

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