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  • Dra. Rocío Liliana Arighi

Câncer do Colo Uterino


O que é?

O câncer de colo uterino é um tumor que acomete a porção inferior do útero, chamada colo ou cérvix.

A população feminina brasileira sofre com a alta incidência do câncer de colo do útero: é a 4ª causa de morte por neoplasia entre esse público no país, chegando a ser a primeira causa em áreas mais pobres.

É causado pelo papilomavírus humano (HPV). A doença está associada à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV e estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la ao longo de suas vidas, mas apenas 5% irão desenvolver alguma doença.

A mulher pode adquirir este vírus no início da vida sexual, muitas vezes na adolescência e em decorrência de fatores imunológicos da mulher e à própria agressividade do agente, a infecção se torna persistente, ocasionando lesões pré-cancerosas no colo uterino. Se a condição imunológica for ruim e o tipo do HPV agressivo, ou o tratamento recomendado não for aplicado, estas lesões podem progredir para o câncer.

É um tipo de tumor que apresenta uma história longa desde suas lesões iniciais até atingir o câncer, com cerca de 10 a 20 anos. Se diagnosticado precocemente, principalmente nas lesões iniciais ou pré-cancerosas (intraepiteliais), pode ser curado em 100% dos casos. Daí a importância de realizar exames preventivos.


As lesões pré-cancerosas provocadas pelos vírus no colo uterino são chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC). Estas são divididas em 3 graus: I, II e III. A NIC I representa lesão com comportamento benigno e regride espontaneamente na maioria das vezes. A NIC II, considerada de gravidade intermediária, em adolescentes tem comportamento benigno com altas taxas de regressão. Já na mulher de mais idade requer tratamento que pode ser por destruição (cauterização ou vaporização) ou retirada (excisão). A NIC III é a real lesão precursora do câncer e requer sempre tratamento por excisão. As taxas de cura são altas, com baixo risco de recidiva.

Já no câncer de colo uterino, ocorre o aparecimento de lesões com destruição ou formação de tumor, que tem como extensão direta a vagina, paramétrios (tecidos ao redor do colo), bexiga e reto.


Quais são os fatores de risco?

Início sexual precoce: Mulheres que iniciam a vida sexual muito jovens apresentam maior risco de exposição ao HPV, com diversas infecções repetidas.

Multiplicidade de parceiros sexuais: Há risco de infecções múltiplas pelos HPV, bem como outros agentes infecciosos.

Fumo: O tabaco pode ser eliminado no muco do colo uterino. Este tabaco provoca danos à célula do colo e tem efeito de baixar a imunidade local.

Imunossupressão: Doenças que interfiram diretamente no sistema imunológico como o HIV, hepatites, diabetes, uso de corticoides ou transplantes de órgãos, têm comportamento ruim frente à infecção por HPV.

Desnutrição: A falta de alimentos ricos em betacarotenos, presentes em vegetais amarelos e verdes (mamão, cenoura, couve, brócolis), interfere na imunidade, levando a persistência da infecção pelo HPV.

Uso de contraceptivos hormonais: Tem interferência na imunidade quando em altas doses de hormônios utilizados por longos períodos - acima de 5 anos.

Baixo nível socioeconômico: Este fator está ligado a falta de acesso aos exames preventivos, bem como a falta de assistência médica.

Infecção por Chlamydia trachomatis: Quando está associada ao HPV interfere na eliminação da infecção viral, ocasionando maior risco para câncer.


Como é feita a prevenção?

– Por meio da vacina contra o HPV recomendada pelo Ministério da Saúde. A imunização de meninas de 9 a 14 anos e de meninos de 11 a 14 anos pode ser feita gratuitamente nos postos de saúde. Também terão direito a vacina, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia.

– Uso de preservativo na relação sexual.

– As mulheres devem fazer periodicamente o Papanicolau que pode detectar lesões precocemente.

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