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  • Dra. Rocío Liliana Arighi

Quais os perigos do coronavírus para as grávidas e lactantes?

Respondemos às dúvidas feitas com mais frequência no consultório.



Assim como idosos e crianças, as gestantes estão no grupo de cuidados especiais em relação às doenças em geral. E, na atual pandemia de COVID-19, não é diferente.

Todos os dias ouço várias dúvidas sobre a relação do coronavírus com a gravidez e a lactação. Por isso, responderemos as mais frequentes.

Estou grávida, posso transmitir coronavírus para o meu bebê? Há risco de má formação?

Segundo a OMS e a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em protocolo divulgado no início de março, a transmissão do coronavírus de grávidas para o feto, conhecido como “contaminação vertical”, foi descartada.            Esta afirmação é baseada em um estudo científico realizado na China, no qual foram observados o líquido amniótico, o sangue do cordão umbilical e o leite materno, além de terem sido realizados testes em vias respiratórias dos recém-nascidos. Todas as amostras tiveram resultado negativo e a possibilidade de má-formação não foi indicada. A amostra do estudo é pequena, mas são os dados que temos atualmente.   

Há alguma contraindicação em relação a amamentação?      

Não. Mesmo infectadas, as lactantes não devem deixar de amamentar. O ideal é manter medidas preventivas, como higienizar as mãos adequadamente e usar máscaras.   Até o momento, não há estudos que apontem relatos de transmissão pelo aleitamento. Como o leite fornece anticorpos e reforça o sistema imunológico do bebê, a orientação é dar continuidade à mamada e, inclusive, oferecê-la em livre demanda.         

Quais cuidados devo ter durante a gravidez?

A Febrasgo diz que, entre as principais orientações para gestantes estão evitar aglomerações, contato com pessoas febris ou apresentando sinais de infecção respiratórias. Higienizar sempre as mãos e evitar contato com boca, nariz ou olhos são as medidas mais efetivas contra a disseminação destas infecções de forma geral.

Estou grávida, com suspeita de COVID-19. Quando devo ir ao hospital?            

As gestantes devem procurar atendimento hospitalar se apresentarem febre persistente ou falta de ar. Em caso de sintomas leves, o ideal é entrar em contato com seu ginecologista e evitar a automedicação. Se for indicado, existe a possibilidade de realizar a pesquisa através de coleta domiciliar e com isso, evitar disseminação do vírus.

Posso receber visitas no hospital após o parto?

O ideal é restringir as visitas. Apenas pessoas mais próximas e que não apresentem nenhum sintoma.  Também deve-se encurtar o tempo de permanência.

Estou grávida e tenho exames e/ou consultas agendadas. Devo desmarcar?   

Por meio do acompanhamento médico conhecido como pré-natal, é possível não só conferir a saúde da gestante e do bebê, mas também sanar as inseguranças da grávida.


Os exames e consultas realizados no pré-natal tem extrema importância no diagnóstico e adequado acompanhamento de eventuais intercorrências. É importante manter o acompanhamento adequado, redobrando os cuidados.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) orienta que consultas, exames ou cirurgias que não se enquadrem em casos de urgência e emergência sejam adiadas. Destaca a importância do isolamento social e da adoção de formas de comunicação à distância para que o processo de contaminação desacelere.


Por tanto esteja em contato direto com seu obstetra sobre a necessidade dos exames e consultas naquele momento.


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